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O iA Writer responde a uma pergunta só: e se a tela mostrasse apenas a frase que está sendo escrita agora? A resposta é o modo foco, que joga o resto do texto num cinza claro e mantém em preto a linha onde o cursor está.
O diferencial: o parágrafo que você ainda não resolveu sai de vista sem sair do arquivo. Nada é apagado nem movido pra outro lugar. O texto continua inteiro ali, fora do alcance do olho até você chegar nele de novo.
Foco por frase, linha ou parágrafo: você escolhe o tamanho da janela acesa. Frase pra rascunho difícil, parágrafo pra texto que já engrenou, e a troca acontece por atalho, sem abrir nenhum painel de preferências.
Modo máquina de escrever: a linha atual fica parada no meio da tela e o texto sobe por baixo dela. O olho para de descer atrás do cursor, e o pescoço no fim de mil palavras agradece.
Realce de sintaxe por classe gramatical: ligue adjetivo e o parágrafo se pinta na hora. Cinco marcas numa frase de vinte palavras dizem mais sobre o seu texto que qualquer nota de revisor educado.
Verbo aceso, voz passiva à mostra: acenda os verbos e a frase sem dono aparece sozinha, com o foi decidido e o foi feito brilhando no meio do parágrafo. A correção leva dez segundos e devolve o sujeito pra frase.
Verificação de estilo: o app marca clichê, redundância e palavra de enchimento, o advérbio que não muda nada na frase.
Markdown puro em arquivo comum: o texto vive num .md dentro da sua pasta, no iCloud, no Drive ou no disco. Outro editor abre o mesmo arquivo amanhã, e o backup é o mesmo que você já faz das suas pastas.
Tipografia desenhada pra rascunho: a fonte da casa é monoespaçada e alargada, feita pra escrever e não pra imprimir, com desenho aberto pra quem quiser usar em outro lugar.
Saída pronta pra entregar: visualização com modelo e exportação em Word, PDF e HTML, com o documento formatado nascendo só no fim.
William Zinsser escreveu em On Writing Well, de 1976, que o entulho é a doença da escrita, e que o ofício é cortar cada frase até a versão mais limpa dela. O realce de sintaxe é essa régua ligada na tela.
Eu uso assim: uma pasta por projeto, foco por frase ligado no rascunho, realce desligado até a segunda passada, e exportação em Word só no dia da entrega.
Onde ele não é a ferramenta certa: documento com revisão a várias mãos, comentário de cliente e controle de alterações. Pra texto que depende de aprovação coletiva, o editor da nuvem continua ganhando.
Pra quem serve: quem escreve texto longo sozinho, quem entrega artigo, roteiro, aula ou email comprido, e quem já perdeu uma tarde formatando um documento que ainda estava pela metade.
Preço: compra única na loja de cada plataforma, sem mensalidade, com Mac, iPhone, iPad, Windows e Android vendidos em separado. Quem escreve no computador e no celular paga duas vezes, uma vez só.
O ponto de atenção: markdown não é diagramação. Quem precisa de página desenhada exporta e ajusta fora, e o modo foco atrapalha na releitura final.
Selo HC: Aprovado. Tira a decisão de formato do caminho do rascunho e devolve o texto em arquivo aberto, que é o que sobra depois que o aplicativo da moda sair de moda.
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