|
O Drafts responde a uma pergunta só: e se o aplicativo aceitasse o texto primeiro e perguntasse o destino depois? A resposta é a tela nova a cada abertura, com o teclado no ar e o cursor já esperando a primeira palavra.
O diferencial: o rascunho nasce sem endereço e ganha o endereço por uma ação, não por uma pasta. Você escreve, depois toca no botão que manda aquele texto pro email, pra lista de tarefas, pro aplicativo de notas ou pra mensagem.
Abertura direta no cursor: nada de lista de arquivos, nada de escolher caderno. O aplicativo abre em branco e a frase entra inteira, no mesmo tempo em que você levaria pra encontrar o botão de nota nova em outro lugar.
Ações em um toque: cada ação é um botão que pega o texto atual e despacha. Mandar por email com assunto pronto, virar tarefa com prazo, ir pro calendário, abrir uma mensagem já preenchida no aplicativo de conversa.
Caixa de entrada que esvazia: o rascunho fica na entrada até você arquivar ou apagar. O aplicativo trata texto como email, com um lugar cheio no começo do dia e vazio no fim.
Espaços de trabalho por contexto: filtros salvos que mostram só os rascunhos de um assunto, com etiqueta e ordem próprias. Trabalho num espaço, pessoal em outro, e a lista deixa de ser um monte único.
Markdown puro com visualização: o texto vive em markdown simples, com prévia formatada quando você precisa conferir, e sai limpo pra qualquer lugar que receba texto comum.
Ditado de voz que já cai em texto: você dita a caminho do carro, o rascunho chega escrito, e a correção fica pro momento em que suas mãos estiverem livres de novo.
Sincronização entre aparelhos: o que você capturou no celular aparece no computador em segundos, com versão pra relógio e para o navegador, e a captura deixa de depender de qual tela estava mais perto.
Ações personalizadas por script: quem quer ir além monta a própria ação em JavaScript, com passos encadeados, e transforma um toque num fluxo inteiro de várias etapas.
David Allen escreveu em Getting Things Done, de 2001, que a sua cabeça serve pra ter ideias, não pra guardar ideias. A caixa de entrada de texto é a aplicação literal dessa frase.
Eu uso assim: captura por atalho no celular, arquivo tudo no fim do dia, e três ações fixas na barra, uma pra email, uma pra tarefa e uma pra mandar o trecho pro editor onde o texto longo mora.
Onde ele não é a ferramenta certa: documento longo com formatação, revisão a várias mãos e comentário de cliente. Pra texto que precisa de página desenhada e aprovação coletiva, o editor de sempre continua ganhando.
Pra quem serve: quem tem ideia fora da mesa, quem responde muito email curto, quem escreve por partes ao longo do dia, e quem já perdeu uma frase boa procurando o aplicativo certo pra guardar ela.
Preço: o básico é gratuito, e a assinatura Pro libera as ações personalizadas, os espaços de trabalho e os temas. Quem vive de captura recupera a mensalidade na primeira semana de uso.
O ponto de atenção: a caixa de entrada engorda rápido. Sem o hábito de arquivar no fim do dia, você troca a bagunça espalhada por uma bagunça concentrada num aplicativo só.
Selo HC: Aprovado. Tira a decisão de destino do caminho da captura e devolve o texto despachado por um toque, que é onde o rascunho para de ser lembrança e vira coisa feita.
Conhecer o Drafts →
|