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O BetterTouchTool responde a uma pergunta só: e se o gesto fosse uma linha em branco em vez de uma função pronta? A resposta é um mapa de gatilhos, em que você liga qualquer movimento a qualquer ação do sistema.
O diferencial: o app não adiciona gestos novos, ele devolve os que o hardware já reconhecia e o sistema ignorava. Três dedos pra cima, quatro dedos pra esquerda, toque com dois dedos no canto, pressão firme no meio do trackpad.
Gestos de trackpad na íntegra: deslize, toque, clique e pressão, com um, dois, três, quatro e cinco dedos, em qualquer direção, sozinhos ou combinados com uma tecla modificadora segurada.
Magic Mouse acordado: a superfície do mouse vira zona de gestos com toque, deslize e toque duplo, o que transforma um periférico de dois cliques num controle com dezenas de comandos disponíveis.
Encaixe de janelas por arrasto: puxe a janela até a borda ou o canto da tela e ela ocupa metade, um terço ou um quarto do espaço. Você também desenha áreas próprias de encaixe pra montar layouts que o sistema não oferece.
Grupos de ativação por app: o mesmo gesto significa uma coisa no navegador e outra no editor de texto, porque o conjunto de comandos troca sozinho quando o app da frente muda.
Atalhos de teclado sem conflito: você remapeia teclas, cria sequências e usa toques duplos em modificadores como gatilho, o que libera comandos novos sem disputar espaço com o que já está ocupado.
Menus flutuantes desenhados por você: blocos que aparecem na tela com os botões das ações que você mais repete, posicionados onde a mão já está, sem precisar decorar combinação nenhuma.
Ponte com os Atalhos da Apple: qualquer atalho que você já montou no app Atalhos vira alvo de um gesto, o que junta automação de sistema com o movimento do dedo.
Barra de menus personalizada: contadores e botões próprios na barra do topo, feitos com o mesmo motor de ações que move os gestos.
Controle remoto pelo iPhone: o app companheiro transforma o celular num painel de botões pro Mac, útil em apresentação e em gravação.
Quem assina o projeto: Andreas Hegenberg, desenvolvedor alemão que mantém o app desde 2011 e continua publicando atualização frequente, com uma comunidade ativa trocando presets prontos.
Onde ele não é a ferramenta certa: quem usa o Mac por uma hora por dia e não repete tarefa. Configurar gesto pra ação que acontece uma vez por semana é trabalho que não volta.
Pra quem serve: quem passa o expediente inteiro no Mac, quem alterna entre muitas janelas, quem edita vídeo, escreve código ou opera planilha grande, e quem já sentiu dor no punho de tanto ir e voltar.
Preço: licença padrão em torno de doze dólares, com dois anos de atualizações, e licença vitalícia por cerca do dobro. O teste gratuito dura quarenta e cinco dias, tempo suficiente pra saber se o hábito pega.
O ponto de atenção: a tela de configuração é densa e assusta na primeira abertura. O caminho certo é configurar três gestos e voltar depois, nunca explorar o painel inteiro de uma vez.
Na nossa opinião: vale a instalação pra quem trabalha no Mac o dia inteiro. Devolve a superfície que já estava debaixo da sua mão e cobra menos de uma pizza por isso.
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