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O SideNotes vive fora do fluxo de janelas. Ele fica preso na lateral do monitor como uma aba discreta, e quando o cursor encosta na borda o painel desliza para dentro da tela. Você anota, tira o cursor, e ele recolhe sozinho.
O comportamento parece pequeno e muda tudo. Nada precisa ser aberto, nada precisa ser fechado, nada entra na troca de aplicativos. A anotação deixa de ser tarefa e passa a ser gesto, do tipo de olhar as horas no canto da tela.
A ativação por borda: basta empurrar o cursor contra a lateral escolhida para o painel aparecer. Dá para fixar a aba em qualquer lado do monitor e escolher se ela fica sempre visível, só ao passar o cursor ou totalmente escondida até um atalho chamar.
As pastas por assunto: as notas ficam agrupadas em pastas coloridas que aparecem como abas empilhadas no painel. Uma pasta para o cliente, uma para o projeto em curso, uma para o que é descartável, e a troca entre elas é um clique só.
O markdown leve: o editor entende os marcadores básicos, títulos, listas, negrito, itálico e caixas de tarefa que dão para marcar. É formatação suficiente para um rascunho ficar legível e pouca o bastante para não virar diagramação.
O recolhimento automático: quando o cursor sai, o painel volta para a borda sem animação demorada e sem deixar sombra sobre a janela de trabalho. A tela volta exatamente ao estado anterior, e essa é a parte que o aplicativo de notas comum nunca entrega.
A nota flutuante: qualquer nota pode ser destacada do painel e virar um cartão solto sobre a tela, útil quando você precisa olhar um roteiro enquanto trabalha em outra coisa. Fechou o cartão, a nota volta para a pasta de origem.
A tela cheia: o painel funciona por cima de aplicativos em tela cheia, que é onde a maioria dos utilitários de nota falha. Quem escreve, edita vídeo ou programa em tela cheia ganha uma superfície de rascunho que não obriga a sair do modo foco.
Onde ele não é a peça certa: biblioteca de conhecimento, arquivo de longo prazo, escrita longa e colaboração em equipe. O SideNotes é uma bancada de rascunho, e bancada de rascunho não substitui arquivo permanente.
Pra quem serve: quem trabalha em tela cheia, quem atende chamadas o dia inteiro, quem programa e precisa de um lugar para trechos temporários, quem escreve e junta pedaços soltos antes de montar o texto.
Preço: o aplicativo é pago, com licença única ou assinatura, e aparece com frequência nos pacotes de assinatura de utilitários do ecossistema Apple. Existe período de teste, e sincroniza entre Mac, iPhone e iPad por iCloud.
O ponto de atenção: a exportação existe mas é simples, e a proposta é ser passagem, não destino. Quem deixar informação importante morar ali por meses está usando uma bancada como se fosse cofre, e vai sentir falta de busca robusta e histórico.
Na nossa opinião: o valor não está no editor, está na distância. Quando anotar custa um movimento de cursor em vez de cinco decisões, você anota o que normalmente deixaria passar, e é justamente o que passa que costuma fazer falta depois.
Conhecer o SideNotes →
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