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O Craft nasceu em Budapeste, na Luki Labs, e chegou ao público em 2020 com uma aposta contra a corrente: um editor que trata cada pedaço do texto como um objeto visual, e não como uma linha de máquina de escrever. Em 2021, a Apple deu ao aplicativo o prêmio de app do ano no iPad.
O diferencial: a formatação pertence ao aplicativo, não ao documento. Você define o tema uma vez e ele vale para tudo que existe e para tudo que vier. Trocar de tema reveste a biblioteca inteira em segundos, sem você abrir arquivo por arquivo.
O formato: um aplicativo nativo para Mac, iPhone, iPad e Windows, com versão web para quem precisa entrar de um computador emprestado. Funciona sem internet e sincroniza quando a conexão volta.
A mecânica: cada parágrafo, imagem, lista ou tabela é um bloco independente. Você arrasta o bloco de lugar, transforma um parágrafo em cartão com um toque, ou empurra um trecho longo para dentro de uma página aninhada que continua acessível de dentro do texto.
O tema: fonte, corpo, entrelinha, cor de destaque, largura da coluna e estilo dos cartões vêm agrupados. Você escolhe um conjunto coerente, montado por quem desenha, e não seis decisões soltas que só combinam por sorte.
A citação que resume a filosofia: "Styles come and go. Good design is a language, not a style", escreveu Massimo Vignelli em The Vignelli Canon, de 2010. O aplicativo compra essa tese ao transformar a aparência em sistema reutilizável.
A publicação: qualquer documento vira página web com um toque, com endereço próprio e visual idêntico ao que você vê no aplicativo. Serve para mandar proposta, portfólio, roteiro ou lista de requisitos sem anexar arquivo nenhum.
A exportação: sai em PDF já paginado, em Markdown limpo para quem programa ou escreve na web, e em documento do Word para quem precisa entregar no formato do cliente. O PDF respeita o tema, então o arquivo enviado tem a mesma cara do arquivo escrito.
Eu uso assim: cada projeto ganha um documento raiz, com as decisões no topo e as páginas aninhadas embaixo. A pauta do dia mora na nota diária, e o que sobrevive à semana sobe para o documento do projeto.
Onde ele encaixa no fluxo: substitui a pasta de arquivos soltos e a briga com o editor de texto. Documento longo, proposta, roteiro e material entregue para outra pessoa passam a nascer apresentáveis.
Onde ele não é a ferramenta certa: quem escreve com controle de alterações e comentário formal de revisão jurídica continua melhor servido pelo editor tradicional. Quem precisa de banco de dados relacional dentro das notas também vai achar o Craft simples demais.
Sem instalar nada novo: dá para chegar perto guardando um documento-modelo com todos os estilos já definidos e criando cada arquivo novo a partir de uma cópia dele. Exige disciplina de nunca editar o original, e é aí que a maioria escorrega.
Pra quem serve: quem entrega texto para outras pessoas lerem, quem mantém documentação de projeto, quem escreve proposta comercial e quem quer parar de recomeçar a diagramação a cada arquivo.
Um aviso antes de migrar: o arquivo mora num formato próprio. A exportação em Markdown e PDF existe e funciona, mas a estrutura de blocos aninhados sai simplificada, então vale testar a saída antes de mudar a operação inteira para lá.
Selo HC: Aprovado. Resolve a diagramação repetida no nível certo, no ambiente, e devolve os noventa segundos de abertura de arquivo para o texto.
Conhecer o Craft →
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