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O Keyboard Maestro é um aplicativo de automação para macOS mantido pela Stairways Software, do desenvolvedor australiano Peter N Lewis, que assumiu o programa em 2004 depois de ele ter sido criado por Michael Kamprath nos anos 1990. Ele roda em segundo plano, sem janela, esperando algo acontecer.
O diferencial: a macro se monta arrastando blocos numa lista, e o gatilho pode ser um evento do sistema, não só uma combinação de teclas. Você escolhe o que dispara, escolhe as ações em ordem, e o programa executa a fila inteira em menos tempo do que você leva para pegar o mouse.
O formato: aplicativo para Mac, com editor visual dividido em três colunas, grupos de macro à esquerda, macros no meio, e o par gatilho mais ações à direita.
A mecânica da macro: toda macro tem duas partes. Em cima, um ou mais gatilhos. Embaixo, a fila de ações, arrastadas de uma biblioteca com centenas de blocos prontos, cada um com campos de preencher. Nenhum deles pede sintaxe.
Os gatilhos que interessam para a nossa mesa: conexão de aparelho USB, mudança de arranjo de telas, rede sem fio entrando ou saindo, aplicativo ativando, horário do dia, pasta recebendo arquivo. A mudança de arranjo de telas é a que dispara quando o monitor externo entra ou sai.
As ações que montam a mesa: ativar aplicativo, mover e redimensionar janela em coordenada numérica, mudar o dispositivo de saída de som, abrir uma página, rodar uma linha de terminal. Em versões antigas sem o bloco de áudio pronto, a mesma troca sai com o utilitário SwitchAudioSource dentro de uma ação de shell.
A conta que dá para conferir: cronometre o seu encaixe manual e multiplique por dois encaixes ao dia e vinte dias úteis. Quarenta segundos viram vinte e seis minutos por mês. A macro executa a fila inteira em cerca de três segundos.
A citação que resume a filosofia: "A civilização avança ao ampliar o número de operações importantes que conseguimos executar sem pensar nelas", escreveu Alfred North Whitehead em An Introduction to Mathematics, de 1911. A frase é de mais de um século atrás e descreve com precisão o que uma macro bem feita faz com a sua manhã.
A condição que evita o desastre: cada ação aceita um teste antes de rodar. Só mova a janela do editor se o editor estiver aberto; só troque o áudio se o monitor certo estiver presente. Sem condição, a macro erra silenciosamente quando você conecta num monitor diferente.
Onde ele não é a ferramenta certa: quem trabalha em Windows ou Linux não tem versão. Quem usa o Mac só para navegador e email monta duas macros e nunca mais abre o editor.
Sem instalar nada novo: o Atalhos, que já vem no macOS, monta parte da sequência e roda por clique. Falta o gatilho automático de tela conectada, que é justamente o que tira a sua mão do processo.
Pra quem serve: quem conecta e desconecta o mesmo monitor todo dia, quem trabalha sempre com o mesmo punhado de aplicativos em posição fixa, e quem já perdeu o começo de uma chamada procurando de onde o som estava saindo.
Um aviso antes da compra: a biblioteca de blocos é enorme e assusta na primeira abertura. Quem tenta montar sete macros no primeiro dia desiste. Monte uma, use por uma semana, e volte.
Selo HC: Aprovado. Ele transforma uma sequência que você repete no piloto automático em algo que acontece enquanto você ainda está puxando a cadeira.
Conhecer o Keyboard Maestro →
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