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O 1Password é um gerenciador de senhas criado por Dave Teare e Roustem Karimov, lançado em 2006 pela AgileBits Inc., empresa canadense sediada em Toronto. Ele roda em Windows, macOS, Linux, Android, iPhone, iPad e dentro do navegador, e o acesso ao cofre da família ou da equipe acontece em todos ao mesmo tempo.
O cofre compartilhado: cofre é o nome que o programa dá a um conjunto de itens com uma lista de convidados própria. Você cria um para a casa, um para a sociedade, um para o trabalho da assistente, e cada item guardado dentro dele aparece na hora no aparelho de quem pertence àquela lista.
A permissão por pessoa: cada convidado de um cofre recebe direitos declarados, do tipo ver, usar, editar, criar e gerenciar. A assistente entra no cofre Atendimento com direito de usar o que está lá e nenhum direito sobre o cofre Financeiro, que continua invisível para ela na tela do programa.
A retirada em um clique: no painel de administração, remover a pessoa da lista de um cofre encerra o acesso dela àquele conjunto de itens na próxima sincronização, sem redefinir nenhuma senha e sem avisar o restante da equipe. Desligamento vira tarefa de trinta segundos.
O registro de quem usou: os planos de equipe mostram o relatório de atividade com nome, item aberto, aparelho e horário. Quando um pagamento estranho aparece, a conversa começa por um fato registrado, não por memória de três pessoas cansadas.
O item que viaja sem virar texto: o programa preenche o campo de login no navegador da pessoa convidada sem que ela precise enxergar a senha. Para quem recebe, o acesso funciona por reconhecimento facial ou digital no próprio aparelho, e o segredo nunca chega ao aplicativo de conversa.
O link de uso único: existe o recurso de envio temporário, que gera um endereço com prazo de validade e limite de aberturas para entregar uma credencial a alguém de fora do cofre, como o contador que precisa entrar no portal uma vez no mês. Passado o prazo, o endereço deixa de abrir.
O cofre da família: o plano familiar aceita cinco pessoas e um organizador recupera a conta de quem esquece a senha principal. Pais que precisam do serviço de filmes no aparelho do filho entregam o item, mantêm o cofre do banco separado e não repetem a senha em nenhum grupo.
A herança planejada: o cofre compartilhado resolve o cenário em que uma pessoa some do mapa por doença ou acidente. Quem administra a casa consegue abrir o banco, a operadora e a conta de luz, porque os itens já estavam num cofre com duas listas de convidados, não num caderno trancado numa gaveta.
A referência que explica o efeito: o livro Secrets and Lies, escrito por Bruce Schneier em 2000, sustenta que segurança é um processo, e não um produto, porque o defeito quase sempre aparece na etapa humana do sistema, não na matemática. Emprestar acesso com data de devolução é processo; ditar senha por telefone confia numa lembrança.
Onde ele não é a escolha certa: quem administra sozinho um punhado de contas e nunca entrega acesso a ninguém resolve a vida com o cofre gratuito do próprio navegador ou do sistema. E quem precisa de controle corporativo pesado, com política central e integração de identidade, vai olhar produtos empresariais de outra faixa de preço.
Selo HC: Aprovado. Ele transforma acesso em algo que se empresta e se recolhe, deixa a senha fora das conversas e devolve um registro com nome quando alguma conta faz movimento estranho.
Conhecer o 1Password →
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