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O Arc é um navegador publicado em 2022 pela The Browser Company, empresa sediada em Nova York, construído sobre o motor Chromium, a base que o Google Chrome também usa. Ele roda em macOS Ventura ou superior, tem versão em teste para Windows e aplicativo separado para iPhone.
A janela de passagem: o Little Arc é uma janela pequena e autônoma que aparece quando você clica num endereço dentro de qualquer aplicativo fora do navegador. Ela surge sobre a tela onde você estava, com a página já carregada, sem abrir nada na janela principal.
O fechamento que já vem decidido: terminada a consulta, a tecla de escape ou um clique fora apaga a janela. A página consultada não vai para lugar nenhum, não entra na fileira e não pede decisão depois. O prazo curto da consulta virou o prazo real da janela.
A promoção quando a consulta cresce: de vez em quando aquela página de passagem se revela importante. A janela pequena tem um comando de envio para a janela principal, e ali a página deixa de ser consulta e vira trabalho, por escolha declarada.
O retorno automático ao aplicativo de origem: fechada a janela pequena, o foco do sistema volta para a conversa, o email ou o bloco de notas onde o clique nasceu. Você não passa pelo seletor de aplicativos e não recebe a visita das notificações acumuladas.
As duas páginas lado a lado: o Split View (visão dividida) coloca duas ou mais páginas dentro da mesma aba, cada uma numa coluna ativa e rolável. A planilha fica à esquerda, o painel à direita, e a conferência de números acontece com os dois valores visíveis na mesma tela.
A divisão que continua sendo uma coisa só: a aba dividida guarda o conjunto como unidade. Ao voltar nela no dia seguinte, as duas páginas reaparecem juntas, na mesma proporção de largura, sem a tarefa de reabrir cada endereço e arrastar janela.
A largura que se arrasta com o cursor: a fronteira entre as colunas é móvel. Documento que exige largura ganha setenta por cento da tela e a referência fica com trinta, e a proporção sobrevive ao fechamento do programa.
O atalho que dispensa o mouse: adicionar uma página à divisão e alternar o foco entre as colunas tem combinação de teclado própria. Quem confere números em série faz a comparação inteira com as mãos paradas no teclado.
A referência que explica o efeito: o livro O Design do Dia a Dia, escrito por Donald Norman em 1988, sustenta que um objeto bem projetado comunica por conta própria o uso pretendido, e que a fadiga aparece quando a ferramenta obriga o usuário a lembrar de regras que o objeto poderia carregar sozinho. Navegador que exige lembrar quais páginas eram descartáveis empurra para a memória do usuário uma regra que a janela consegue carregar.
Onde ele não é a escolha certa: quem trabalha em Windows encontra uma versão em teste, com recursos chegando depois, e quem depende de extensão corporativa auditada deve conferir a lista antes de migrar. E quem mantém quatro ou cinco páginas fixas o dia inteiro, sem link chegando de fora, ganha pouco com a janela pequena.
Na nossa opinião: aprovado. O Arc separa consulta de passagem de trabalho de fôlego sem pedir disciplina do usuário, devolve o foco ao aplicativo de origem e resolve a conferência de números com as duas páginas visíveis.
Conhecer o Arc →
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