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A trackball é mais velha que o mouse. Ralph Benjamin, engenheiro britânico, desenhou em 1946 uma bola giratória para mover marcadores na tela de radar do Comprehensive Display System, sistema de defesa da Marinha Real (a força naval do Reino Unido). A bola ficava presa no console do operador, e a mão nunca precisava viajar.
A Logitech, empresa fundada em Apples, na Suíça, em 1981, vende trackballs de polegar desde o fim dos anos 1980. A MX Ergo, lançada em 2017, é o modelo mais caro da linha. A pauta saiu do Relatório de Pautas do Setup Memorável, de setembro de 2026, que reuniu os periféricos para mesa pequena.
A mão parada: a carcaça fica fixa sobre a mesa, com a palma apoiada na curva de cima. O polegar gira a bola de 34 milímetros, e os outros dedos ficam nos botões de clique. O que se move é a bola e a ponta de um dedo.
A base que se ajusta: a placa de metal embaixo é presa por ímã e tem uma dobradiça. Fechada, deixa a MX Ergo reta sobre a mesa; aberta, levanta a lateral em 20 graus. A troca leva um segundo e dispensa ferramenta.
O botão de precisão: a tecla pequena junto da bola, ao alcance do polegar, muda a velocidade do cursor na hora. Apertou, a seta anda devagar para acertar a alça de uma imagem ou a fronteira de uma coluna. Apertou de novo, volta ao ritmo normal.
Os outros botões: são 8 no total. A roda de rolagem inclina para os lados e rola na horizontal, útil em planilha larga e linha do tempo de vídeo. Os dois botões laterais fazem voltar e avançar no navegador.
Os dois computadores: um botão embaixo da roda alterna entre dois aparelhos pareados, como o notebook do trabalho e o computador de casa. A MX Ergo funciona no Windows, no macOS, no Linux e no iPadOS, pelo receptor USB ou por Bluetooth.
A bateria: a ficha técnica da Logitech, de 2017, promete 4 meses de uso por carga completa e 1 dia de uso para cada minuto na tomada.
A versão nova: a MX Ergo S, de 2024, troca a entrada micro USB por USB-C, deixa os cliques silenciosos e usa o receptor Logi Bolt (o adaptador sem fio mais recente da marca). Formato, bola e base continuam os mesmos.
O preço: a MX Ergo S sai entre R$ 450 e R$ 580 no varejo brasileiro, e o Logi Options+, aplicativo gratuito de ajustes da Logitech, configura todos os botões.
A MX Ergo trabalha num retângulo fixo de 13 por 10 centímetros, e a tela inteira passa por ele.
Onde ela não é a escolha certa: canhotos ficam de fora, porque o modelo só existe para a mão direita. Quem joga tiro em primeira pessoa sente falta do movimento largo do braço. E a bola junta poeira e gordura dos dedos nos pinos de apoio, o que pede limpeza a cada poucas semanas.
Na nossa opinião: aprovada. Para quem trabalha em mesa rasa, em dois monitores ou longe de uma superfície lisa, a bola sob o polegar devolve o espaço e poupa o braço da viagem.
Conhecer a MX Ergo →
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