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O DDC existe desde os monitores de tubo. Ele foi criado pela VESA (Video Electronics Standards Association, a associação que padroniza conectores e sinais de vídeo) para o monitor contar ao computador quais resoluções aceita.
Uma extensão do padrão, o DDC/CI (a versão com interface de comando), abriu a mão contrária: o computador também pode mandar ordens, como subir o brilho, trocar o contraste ou mudar a entrada de vídeo. A maioria dos monitores vendidos hoje aceita esse comando pelo HDMI, pelo DisplayPort ou pelo USB-C.
Alin Panaitiu escreveu o Lunar para usar esse canal no Mac. O código fica aberto no GitHub, e o app ocupa um ícone discreto na barra de menus.
O cientista da computação Mark Weiser, do centro de pesquisa da Xerox em Palo Alto, descreveu o tipo de ferramenta que o Lunar tenta ser.
“As tecnologias mais profundas são aquelas que desaparecem. Elas se entrelaçam no tecido da vida cotidiana até se tornarem indistinguíveis dela.” (Mark Weiser, The Computer for the 21st Century, Scientific American, 1991)
Um ajuste de brilho bem feito some da sua atenção. Você aperta a tecla, a tela responde, e a mão volta para o mouse sem pensar no monitor.
Como o comando chega à tela
Ao abrir, o Lunar testa cada monitor ligado e pergunta se ele aceita DDC. Se aceitar, as teclas F1 e F2 passam a mandar o pedido de brilho pelo próprio cabo de vídeo, e o painel muda a própria luz de fundo.
Se o monitor não responder, o app usa o plano B: escurece a imagem por software, mexendo no gama (a curva que define o tom de cada pixel). A luz de fundo segue igual, mas a tela fica mais suave para o olho.
O protocolo: DDC/CI, padrão VESA.
O pedido viaja no cabo de vídeo já ligado.
As teclas: F1 e F2 do Mac.
Contraste pode subir e descer junto.
O modo Sync: segue o MacBook.
O sensor de luz do notebook regula a tela externa.
O modo Clock: nível por horário.
Um brilho para a manhã, outro para a noite.
Preço: grátis no básico.
Os modos automáticos ficam no Lunar Pro.
Tecla de brilho que escurece o próprio painel apaga o motivo de abrir o OSD.
Onde ele não é a escolha certa: o Lunar é exclusivo do macOS, então quem usa Windows ou Linux fica sem ele. Adaptador DisplayLink (a placa USB que cria telas extras por software) bloqueia o DDC, e a porta HDMI embutida de alguns Macs com chip M1 também, o que deixa só o escurecimento por gama. Quem já usa Studio Display ou Pro Display XDR não precisa de app nenhum.
Na nossa opinião: aprovado. Para quem trabalha com o MacBook fechado e um monitor de outra marca, é o app que devolve a tecla de brilho e tira a mão do botão escondido.
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