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Kagi: 100 buscas para testar a busca sem anúncio

O buscador por assinatura não vende anúncio e deixa você subir, descer ou bloquear um site em todas as buscas.

Resultados do Kagi sem anúncio, com o menu de bloquear domínio aberto

Busca sem bloco patrocinado no topo

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Um retângulo de 6,1 polegadas, vidro sobre alumínio, aceso na palma da mão. Na tela, a busca por cadeira de escritório ergonômica devolve quatro blocos marcados com a palavra Patrocinado antes do primeiro link escolhido por relevância, e prova quem banca a busca gratuita.

Você rola com o polegar. Depois dos anúncios vem uma caixa de produtos com preço, outra de perguntas frequentes, e só então três sites de comparação com a mesma lista de dez cadeiras, copiada de um para o outro.

Você conhece esses três sites. Já caiu neles em outras buscas e sabe que nenhum testou cadeira nenhuma. Mesmo assim eles voltam, toda vez, no alto da página.

Você abre um, rola até o fim e encontra a mesma cadeira campeã das outras duas listas, com o mesmo botão laranja de compra. A meia hora de pesquisa termina num fórum da quarta página, onde um dono conta como o encosto quebrou no oitavo mês.

O Google não oferece um botão para dizer nunca mais me mostre este site. A página é montada para quem anuncia e para quem domina SEO (otimização para buscadores, o ofício de subir no ranking), e você só escolhe onde clicar.

O Kagi, buscador por assinatura fundado em 2018 pelo engenheiro Vladimir Prelovac na Califórnia, cobra de quem busca e, sem anunciante para agradar, não mostra anúncio. Roda no navegador, em qualquer sistema, e cada resultado traz um menu com cinco escolhas para o domínio daquele link: fixar no topo, subir, manter, descer ou bloquear.

Você bloqueia os três sites de comparação uma vez só. Na busca seguinte, e em todas as outras, eles somem da sua página. O fórum de quem usa a cadeira há dois anos sobe, porque você marcou o domínio dele para subir.

O teste sai de graça. A conta gratuita libera cem buscas, sem cartão de crédito, e um contador mostra quantas ainda restam.

A edição começa por quem paga a busca gratuita e pelo que esse cliente compra no alto da sua tela.

Continue lendo ↓

 
 

Quem banca a edição de hoje

Zero Results, Zero Sales

They came to your site ready to buy. They typed exactly what they wanted. And your search bar ghosted them.

Traditional site search relies on rigid, exact keyword matching. When a shopper uses natural language or makes a simple typo, they hit a “0 Results Found” wall and leave for a competitor.

Stop letting search bars ghost your best customers. Gladly understands shopper intent and turns dead ends into recommendations that keep shoppers buying.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

I  O Problema

Quem compra o alto da página

 
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Em 2023, o Google faturou US$ 175 bilhões com anúncios na busca e serviços ligados a ela, segundo o relatório anual da Alphabet entregue à SEC (a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos).

Esse dinheiro sai de empresas que pagam por clique. Quanto mais gente clica no link patrocinado, mais a busca rende, e o desenho da página persegue esse clique.

O usuário virou a vitrine

O alerta veio dos próprios fundadores. Em 1998, ainda em Stanford, Sergey Brin e Larry Page publicaram o artigo que apresentava o Google e, num apêndice, escreveram sobre o modelo que a empresa adotaria anos depois.

“Esperamos que buscadores financiados por publicidade sejam inerentemente enviesados a favor dos anunciantes e longe das necessidades dos consumidores.” (Sergey Brin e Lawrence Page, The Anatomy of a Large-Scale Hypertextual Web Search Engine, 1998)

Hoje o anúncio ocupa o topo, e o restante da página obedece a uma segunda disputa, travada entre sites que aprenderam a agradar o algoritmo.

A lista de dez itens aprendeu o ranking

Sites que vivem de link de afiliado (comissão paga pela loja a cada venda indicada) descobriram o formato premiado: título com o ano, lista de dez produtos, tabela comparativa e muito texto. Testar o produto não faz parte da receita.

Janek Bevendorff e colegas, da Leipzig University e da Bauhaus-Universität Weimar, acompanharam resenhas de produto por um ano no Google, no Bing e no DuckDuckGo. O estudo, apresentado na conferência ECIR em 2024 com o título Is Google Getting Worse?, concluiu que as páginas mais bem colocadas tendem a ser mais otimizadas para SEO, mais carregadas de afiliado e de texto mais pobre.

Busca financiada por anunciante atende primeiro quem paga o anúncio.

Nenhum botão para corrigir

Você enxerga o site ruim e não tem como tirá-lo dali. O Google chegou a oferecer, em 2011, um link para bloquear um domínio nos próprios resultados, e retirou o recurso pouco tempo depois.

Sobra o atalho manual: escrever -site:exemplo.com (o comando que exclui um domínio) em toda busca, uma por uma, sem memória. Na próxima pesquisa, o site volta.

No celular o atalho nem chega a ser usado. Digitar um comando com hífen e dois-pontos no teclado de vidro, a cada busca, cansa antes da terceira tentativa, e o site de comparação ganha pela insistência.

O Kagi inverte o cliente. Quem paga é quem busca, e a página passa a responder às marcas dele.

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II  A Descoberta

Cinco botões em cada resultado

 
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Vladimir Prelovac, programador sérvio radicado nos Estados Unidos, fundou a Kagi Inc. em 2018 e abriu o buscador ao público em 2022. A empresa vive só de assinatura.

Sem anúncio para vender, ela não ganha nada quando você clica mais vezes. Ganha quando você acha a resposta rápido e renova o plano no mês seguinte.

O menu de cada domínio

Cada resultado traz um menu próprio para o domínio daquele link, com cinco opções: Pin (fixar no topo), Raise (subir), Normal, Lower (descer) e Block (bloquear).

A marca vale para a conta inteira, em qualquer navegador onde você entrar. Bloqueou o site de comparação no computador, ele também some no celular.

A página Personalized Results (resultados personalizados), nas configurações, lista cada domínio marcado. Mudou de ideia, você desfaz a escolha ali, com um clique.

Lentes e atalhos

As Lenses (lentes, filtros que limitam a busca a um tipo de fonte) restringem os resultados a fóruns, a PDFs ou a artigos acadêmicos. Você também monta a sua, com uma lista própria de domínios.

Os Bangs (atalhos com ponto de exclamação) mandam a busca para outro site: !g no começo abre o Google, e !w abre a Wikipédia. Quando o Kagi não acha, você sai sem redigitar nada.

O Quick Answer (resposta rápida) resume no alto da página o que as primeiras fontes dizem, com o link de cada trecho numerado. Você confere a origem da frase antes de confiar nela, e só aparece quando você pede, com um ponto de interrogação no fim da busca.

A própria empresa publica, na página de estatísticas do site, o ranking dos domínios que os assinantes mais bloqueiam, sobem e descem.

Anúncios: zero.

Receita só de assinatura.

Domínios: fixar, subir, descer, banir.

Vale em todo navegador.

Teste: 100 buscas grátis.

Sem cartão de crédito.

Preço: de US$ 5 a US$ 25 por mês.

Três planos pagos.

O ranking da sua página passa a obedecer às suas marcas, domínio por domínio.

Onde ele não é a escolha certa: busca local no Brasil, como horário de farmácia ou restaurante perto de casa, ainda sai mais rica no Google Maps. O índice próprio é pequeno, e parte dos resultados vem de fontes de terceiros que o Kagi recombina.

Na nossa opinião: aprovado. Para quem pesquisa várias vezes por dia e já sabe quais sites quer ver longe da tela, é a busca que aprende o seu gosto e cobra pelo serviço em dinheiro, nunca em atenção.

Testar o Kagi →

 
 

Quem banca a edição de hoje

Quantitative Thinkers Are Building Ideas Worldwide on WorldQuant BRAIN

WorldQuant BRAIN is a global simulation and research platform for students, aspiring researchers and quantitative thinkers from around the world.

On BRAIN, that spirit of exploration continues through challenges, collaboration and opportunities to develop new quantitative research ideas.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
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III  O Setup

As 100 buscas do teste

 
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O roteiro pede um navegador, um email e uns 20 minutos. O exemplo usa a cadeira de escritório da abertura.

Passo 01: crie a conta. Entre em kagi.com, clique em Sign up (criar conta), informe email e senha e escolha o plano gratuito de teste. Nenhum cartão é pedido.

Passo 02: deixe o Kagi como buscador padrão. No Chrome, no Edge ou no Firefox, adicione um buscador com o endereço kagi.com/search?q=%s. No Safari, instale a extensão oficial Kagi for Safari.

Passo 03: refaça as buscas de sempre. Separe dez pesquisas reais da sua semana, como cadeira, receita de pão ou mensagem de erro do computador, e rode cada uma no Kagi.

Passo 04: bloqueie o primeiro site de comparação. Abra o menu do resultado, escolha Block, e o domínio some de todas as buscas seguintes.

Passo 05: suba a fonte confiável. No fórum ou na documentação oficial que respondeu de verdade, escolha Raise. Para o site que você consulta todo dia, use Pin.

Passo 06: acompanhe o contador. Na área de cobrança da conta, o Kagi mostra quantas das cem buscas já foram usadas.

Depois das cem

Se as cem acabaram em menos de uma semana, o seu uso passa de 300 buscas por mês, o limite do plano Starter (inicial), e o Professional (profissional), sem limite, é o caminho.

Se sobraram buscas no fim do mês, o Starter cobre a sua rotina pela metade do preço. O plano Ultimate (completo) acrescenta os modelos premium do assistente de inteligência artificial da casa.

A política de privacidade da Kagi diz que as buscas não ficam guardadas ligadas à conta. O histórico existe só no seu navegador, se você deixar.

Guarde as marcas que você fez no teste. Se assinar com o mesmo email, os domínios bloqueados e os que você subiu continuam valendo, e a página já chega arrumada no primeiro dia pago.

Cem buscas mostram se o seu ranking pessoal compensa a mensalidade.

Na sexta seguinte, você digita cadeira de escritório ergonômica de novo, e o fórum de quem usa a cadeira há dois anos aparece no topo, sem nenhum bloco patrocinado acima dele.

“Quantos sites você já pulou hoje sem clicar, só porque reconheceu o endereço?”

O plano Professional do Kagi custa US$ 10 por mês, perto de R$ 54 com o dólar a R$ 5,40, com buscas sem limite e sem anúncio; o Starter sai por US$ 5, perto de R$ 27, com 300 buscas mensais (cotação de 13/10/2026).

Fica a pergunta  ·  até amanhã

Qual domínio os assinantes do Kagi mais bloqueiam no ranking público do buscador?

 
 
 
Quiz da edição

Segundo a edição, em que ano o Google chegou a oferecer um link para bloquear um domínio nos próprios resultados de busca, recurso que retirou pouco tempo depois?

A1998
B2011
C2018
D2023

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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Bom setup. Parati semper.

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